O BOM VINHO GAÚCHO
Não se pode especificar onde e quando a cultura do vinho teve seu início, mas por incrível que pareça, o vinho não precisou esperar para ser inventado. O seu suco já estava, naturalmente, onde quer que uvas estivessem colhidas e guardadas.Origem do Vinho há mais de 7.000 anos
Há indícios de que o vinho exista há mais de 7.000 anos, e sua origem mais provável é no Oriente Médio, na região onde hoje se localizam Síria, Líbano e Jordânia. Analisando caroços de uvas, arqueólogos conseguiram descobrir que se produziu vinho num passado muito remoto e que no que no final da Idade da Pedra aconteceu uma transição: de videiras silvestres para as videiras cultivadas. Isso nos mostra uma prova de que nessa época o vinho já começava a ser elaborado de forma proposital.
O vinho mais antigo do mundo
Conhecido como a Garrafa de Vinho de Speyer, o recipiente data de 325 d.C. e, até hoje, intriga pesquisadores de várias áreas. Há uma discussão recorrente na comunidade científica sobre abrir ou não a garrafa que é composta de um vidro grosso e está fechada hermeticamente com uma camada de cera.
Tchê, nem te conto...
Os guaranis também tomavam vinho.
O primeiro vinho gaúcho foi produzido em São Nicolau, no Séc. XVII.
São Nicolau a Primeira Querência (1° Ciclo)
e o primeiro vinho gaúcho
No Rio Grande do Sul a videira chegou em 1626, trazida pelo jesuíta Roque Gonzáles que plantou videiras européias em São Nicolau, nos Sete Povos das Missões.
Adega jesuíta - Ruínas de São Nicolau/RS
Portugueses
Embora houvesse necessidade da produção de vinho para utilização na missa, a dificuldade de adaptação de variedades viníferas em nossas terras impediu a disseminação da vitivinicultura no Brasil. Em 1742, assinala-se o renascimento da vitivinicultura rio-grandense com a chegada de sessenta casais açorianos e madeirenses radicados em Rio Grande e Porto Alegre.
Italianos
A partir de 1875 desponta o grande surto do crescimento da vitivinicultura gaúcha, graças à chegada da colonização italiana, pois os italianos traziam na bagagem além das cepas de uva européias da região de Vêneto, o hábito do consumo do vinho como um alimento, e o ainda chamado espírito vitivinícola. As cepas com o passar do tempo começaram a morrer por causa de doenças fúngicas, mas a força italiana e a vontade de manter sua tradição permitiram aos imigrantes que encontrasse uma cultivar que se adaptasse a região. A variedade de origem americana chamada de Isabel (vitis labrusca) foi encontrada na região no vale do rio dos Sinos, onde os imigrantes levaram para a encosta Superior do Nordeste, sendo que essa cultivar se adaptou muito bem àquelas condições, e permitiu a continuidade da produção de uvas e vinho.

No principiar de 1970, vinícolas multinacionais, como a Moet & Chandon, a Martini & Rossi e a Heublein estabeleceram-se na Serra Gaúcha trazendo equipamentos de alta tecnologia e técnicas viticulturais modernas.
"Pisa da uva, o método mais antigo para esmagar a uva"
Essas empresas implementaram, também, junto aos calouros da Serra, um programa de estímulo à modificação do sistema de plantio, passando da latada à espaldeira. Estimularam, igualmente, a produção de cepas viníferas.
Essas medidas tiveram como conseqüência um grande salto qualitativo no vinho brasileiro que hoje, a despeito das dificuldades de solo e clima, ostenta padrão internacional de qualidade.

Vinho é saudável.
Beba com elegância e moderação!







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