O BOM VINHO GAÚCHO


Não se pode especificar onde e quando a cultura do vinho teve seu início, mas  por incrível que pareça, o vinho não precisou esperar para ser inventado. O seu suco já estava, naturalmente, onde quer que uvas estivessem colhidas e guardadas.

Origem do Vinho há mais de 7.000 anos

Há indícios de que o vinho exista há mais de 7.000 anos, e sua origem mais provável é no Oriente Médio, na região onde hoje se localizam Síria, Líbano e Jordânia. Analisando caroços de uvas, arqueólogos conseguiram descobrir que se produziu vinho num passado muito remoto e que no que no final da Idade da Pedra aconteceu uma transição: de videiras silvestres para as videiras cultivadas. Isso nos mostra uma prova de que nessa época o vinho já começava a ser elaborado de forma proposital.

Evidência mais antiga de vinho é encontrada em jarro de 8 mil anos

O vinho mais antigo do mundo

Conhecido como a Garrafa de Vinho de Speyer, o recipiente data de 325 d.C. e, até hoje, intriga pesquisadores de várias áreas. Há uma discussão recorrente na comunidade científica sobre abrir ou não a garrafa que é composta de um vidro grosso e está fechada hermeticamente com uma camada de cera.

As primeiras videiras do Brasil foram trazidas pela expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, em 1532. Brás Cubas, fundador da cidade de Santos, é, reconhecidamente, o primeiro a cultivar a vinha em nossas terras.

Tchê, nem te conto...

Os guaranis também tomavam vinho.

O primeiro vinho gaúcho foi produzido em São Nicolau, no Séc. XVII.

São Nicolau a Primeira Querência (1° Ciclo)

e o primeiro vinho gaúcho

No Rio Grande do Sul a videira chegou em 1626, trazida pelo jesuíta Roque Gonzáles que plantou videiras européias em São Nicolau, nos Sete Povos das Missões.

Adega jesuíta - Ruínas de São Nicolau/RS


Portugueses

Embora houvesse necessidade da produção de vinho para utilização na missa, a dificuldade de adaptação de variedades viníferas em nossas terras impediu a disseminação da vitivinicultura no Brasil. Em 1742, assinala-se o renascimento da vitivinicultura rio-grandense com a chegada de sessenta casais açorianos e madeirenses radicados em Rio Grande e Porto Alegre.


Italianos

A partir de 1875 desponta o grande surto do crescimento da vitivinicultura gaúcha, graças à chegada da colonização italiana, pois os italianos traziam na bagagem além das cepas de uva européias da região de Vêneto, o hábito do consumo do vinho como um alimento, e o ainda chamado espírito vitivinícola. As cepas com o passar do tempo começaram a morrer por causa de doenças fúngicas, mas a força italiana e a vontade de manter sua tradição permitiram aos imigrantes que encontrasse uma cultivar que se adaptasse a região. A variedade de origem americana chamada de Isabel (vitis labrusca) foi encontrada na região no vale do rio dos Sinos, onde os imigrantes levaram para a encosta Superior do Nordeste, sendo que essa cultivar se adaptou muito bem àquelas condições, e permitiu a continuidade da produção de uvas e vinho.


No principiar de 1970, vinícolas multinacionais, como a Moet & Chandon, a Martini & Rossi e a Heublein estabeleceram-se na Serra Gaúcha trazendo equipamentos de alta tecnologia e técnicas viticulturais modernas.

"Pisa da uva, o método mais antigo para esmagar a uva"


Essas empresas implementaram, também, junto aos calouros da Serra, um programa de estímulo à modificação do sistema de plantio, passando da latada à espaldeira. Estimularam, igualmente, a produção de cepas viníferas.


Essas medidas tiveram como conseqüência um grande salto qualitativo no vinho brasileiro que hoje, a despeito das dificuldades de solo e clima, ostenta padrão internacional de qualidade.

Vinho é saudável.

Beba com elegância e moderação!

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